Novas perspectivas sobre a morte.

Desde os 4 anos que o meu filhote tem um fascínio pela morte. Sempre fui entregando respostas verdadeiras e só respondendo à pergunta exata. Sem desvios ou explicações mais profundas e desnecessárias para o nível de maturidade.

Ele nunca viveu a morte de ninguém. Mas começou a questionar-se quando viu um pássaro morte do chão, e quando o Papa Francisco morreu e invadiu as televisões e redes sociais. Agora já entendeu a diferença entre magoar-se ou morrer.

Ele acredita que as pessoas morrem aos 100 anos, e disse-me que seria giro que as pessoas que chegam aos 100, voltassem ao 0. Uma espécie de reset.

Hoje, com 5 anos, deu-me uma nova visão sobre a morte. Perguntou-me se quando morremos podemos voltar a nascer? Podemos nascer noutro país e falar brasileiro?

Quando percebeu que poderia ser uma possibilidade, ficou fascinado com a ideia de morrer, porque poderá viver num outro lugar, e num novo corpo.

E percebi que é realmente fascinante, ter uma visão amplamente positiva sobre a morte ou será vida(s), porque ele simplesmente adora a ideia de viver seja em que dimensão for.


Joana

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